Foz do Iguaçu decreta situação de emergência por epidemia de dengue

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São mais de 10 mil casos notificados e 1.280 confirmações da doença no município. Decreto prevê multa. Vacinação está com baixa procura. O Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, tem uma grande capacidade de adaptação.
CDC
A Prefeitura de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, decretou situação de emergência por epidemia de dengue. O anúncio foi feito na terça-feira (12). De acordo com o último boletim epidemiológico, a cidade já registra mais de 10 mil casos notificados e 1.280 confirmações da doença.
A medida leva, segundo a prefeitura, leva em conta a incidência dos casos confirmados, além dos altos índices de infestação do mosquito apontados através do Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa).
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O decreto prevê multas também para donos de terrenos e casas que não manterem os locais limpos. Veja mais abaixo.
A maior epidemia de Foz do Iguaçu, ocorreu no ano epidemiológico 2022/2023, com mais de 55 mil casos confirmados da doença e 22 mortes.
“Há muitos anos Foz do Iguaçu enfrenta epidemias de dengue, especialmente por ser uma região de fronteira”, afirmou a prefeitura.
Ao todo, 22 municípios paranaenses decretaram situação de emergência por epidemia de dengue, de acordo com a Defesa Civil.
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Prevenção
Desde o dia 28 de fevereiro, as vacinas contra a dengue estão disponíveis em todas as unidades básicas de saúde de Foz do Iguaçu, mas a procura é baixa.
Até agora, apenas 13% do público alvo, de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, receberam a primeira dose do imunizante. A Secretaria de Saúde reforça a importância da vacinação.
Além da vacinação, o município afirma que como forma de prevenção, realizou três mutirões de limpeza desde o começo do ano em diferentes regiões da cidade.
O quarto mutirão começou na terça-feira (12) na região do Bairro Morumbi e seguirá até sábado (16).
Decreto prevê multas
O decreto também atualiza as medidas em vigor para conter a proliferação do mosquito. Entre elas, está a obrigatoriedade de todos os proprietários de imóveis manterem limpos quintais, terrenos e edificações, retirando todo mato, lixo e material que acumule água e possibilite a criação do mosquito Aedes aegypti.
O morador que não cumprir o Código de Posturas está sujeito a multas, que podem variar de R$ 111,87 a 11.187,00 (de 1 a 100 Unidades Fiscais de Foz do Iguaçu – UFFI).
Denúncias podem ser feitas por meio do telefone 156, aplicativo ou site do eOuve.
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