Paolla Oliveira diz que chamar a mulher de ‘louca’ é descredibilizá-la

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‘Já fui chamada várias vezes’, contou a atriz, que ao lado de Taís Araujo apresenta o ‘Falas Femininas’ Paolla Oliveira
Roberto Filho/Brazil News
Ao lado de Taís Araujo, Paolla Oliveira apresenta o “Falas Femininas”. O especial que estreia na Globo nesta sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, vai se intitular “Louca”. Mas por que esse nome?
Dirigido por Antonia Prado com autoria de Veronica Debom e Isabela Aquino, o episódio que vai ao ar na Globo logo depois de o BBB, debaterá como a mulher é desacreditada, desvalorizada e como isso a exaure.
Paolla Oliveira e Taís Araujo desejam conscientização para o futuro das mulheres no país
Paolla se identifica totalmente com as entrevistadas do programa, a maioria mulheres comuns, com exceção de Preta Gil, que relatou o abandono do marido, Rodrigo Godoy, quando ela descobriu um câncer no intestino.
“Todas nós passamos por quase tudo que foi retratado ali. Talvez em gravidades diferentes. Há quanto tempo o assédio é normalizado! A gente ouve piada a vida inteira. Já fui chamada de louca várias vezes em tom de brincadeira. Isso é o mesmo que dizer ‘não vou te ouvir’, ‘vou de descredibilizar’.”
Taís Araujo e Paolla Oliveira
Roberto Filho/BrazilNews
A atriz mora com uma tia que é quem lhe auxilia a estudar os textos. Ao mostrar para ela o roteiro de “Falas Femininas”, Paolla lembra que a tia compreendeu que o que foi normatizado a vida inteira para ela, nada mais era do que pretexto para enfraquecer a mulher:
“A gente percebe que tem que falar sobre esses assuntos. É parte do nosso aprendizado a gente comunicar, verbalizar, porque tem coisa que a outra mulher não sabe e vai passar para a frente e isso talvez ajuda a outra.”
Paolla Oliveira e Diogo Nogueira
Instagram
Junto de Diogo Nogueira desde 2021, ela reconhece que o namorido é um homem atento as demandas femininas, principalmente porque foi criado por mulheres. No caso, a irmã e a mãe, que ficou viúva do cantor João Nogueira quando o filho era pequeno.
Mesmo com um olhar feminista, Paolla diz que é preciso sempre atualizar o namorado:
“Percebo que desde cedo algumas coisas foram colocadas para ele. Mas às vezes do Diogo fala: ‘puxa, não sabia disso.’ Acho que é quase uma obrigação masculina nos ouvir. Não estou falando em concordar, mas fazer um paralelo com a vida e se transformar. Gosto de dizer que a ignorância é uma bênção. Quando a gente não tem as informações, a gente pode ficar parado. Mas quando a temos, temos que caminhar diferente.”
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