Ex-atriz mirim teve ajuda da mãe para entender quem era Marina Ruy Barbosa

4 min read
Longe do Brasil há quase 30 anos, Aryè Campos não conhecia alguns artistas nacionais, como Marina, Sophie Charlotte e Rodrigo Lombardi, quando fez trabalhos com eles Arye Campos fala de reconhecimento internacional e conta como a mãe alavancou sua carreira
Aryè Campos fez sucesso no Brasil nos anos 90 como talento mirim. Aos 9 anos, usava seu nome de batismo – Ashley Rapini – e era presença constante na tela do SBT, onde fez o programa “Hot Hot Hot”. Era considerada uma pupila do Silvio Santos ou então uma Maísa da geração anterior. Mas, quando tinha 11, teve a oportunidade de se mudar com a família para os Estados Unidos, e foi.
De lá pra cá, são 27 anos estabelecida em Los Angeles, onde se casou, adotou o nome artístico Aryè (uma homenagem ao pai, Ary) e investiu na carreira como atriz, fazendo trabalhos com nomes de Hollywood, como Jessica Alba e Elizabeth Banks.
Aos nove anos, Aryè Campos (na época chamada Ashley Rapini) trabalhou na TV ao lado de Silvio Santos
Arquivo Pessoal
Mas, há 3, vem se reaproximando novamente da carreira no Brasil. Fez as minisséries “Passaporte para Liberdade” (2021) e “Rio Connection”, minisséries do Globoplay gravadas em inglês buscando o público internacional, e agora está no elenco do filme “Dois é Demais em Orlando”, que estreia no dia 28 de março nos cinemas.
Um detalhe, no entanto, chama a atenção. Por estar há tanto tempo fora do Brasil, ela não conhecia alguns talentos brasileiros, como Sophie Charlotte e Marina Ruy Barbosa, protagonistas de “Passaporte para Liberdade” e “Rio Connection”, respectivamente.
Aryè Campos com a mãe, Ilda Rapini, no lançamento de ‘Dois é Demais em Orlando’
Anderson Dezan / gshow
“Saí do Brasil muito nova, então não tenho tanto conhecimento da televisão brasileira. Já minha mãe está por dentro de tudo. Ela me ajudou a explicar quem era quem, me mostrou alguns trabalhos. Agora conheço todo mundo”, contou ao gshow, aos risos, ao lado da mãe, Ilda Rapini, no lançamento do filme “Dois é Demais em Orlando”, realizado nos parques da Universal, na Flórida.
“Falei para ela que o Rodrigo tinha feito ‘Caminho das Índias’”, disse Ilda, citando a novela de sucesso de 2009.
A mãe, aliás, também foi peça importante na sua reaproximação com a indústria audiovisual brasileira. Anos atrás, ela incentivou a filha a mandar uma mensagem para o diretor Jayme Monjardim. Eles tinham trabalhado juntos quando Aryà era criança e fazia publicidade.
Ayrè Campos e Ilda Rapini no tapete vermelho de ‘Dois é Demais em Orlando’ com Eduardo Sterblitch e Pedro Burgarelli, protagonistas do filme
Anderson Dezan / gshow
“Disse para minha mãe que ele nunca lembraria de mim tantos anos depois. Mas ela me disse que eu não tinha nada a perder. E aí mandei uma mensagem pelas redes sociais. Ele respondeu e, 1 ano depois, me mandou um e-mail me convidando para ‘Passaporte para Liberdade’. Aí esse trabalho abriu portas para ‘Rio Connection’”, contou.
Em “Dois é Demais em Orlando”, ela teve que mostrar seu lado cômico no filme de comédia. E também teve que atuar pela primeira vez em inglês desde os 11 anos. “Gravar em português foi que nem andar de bicicleta. No começo, estava muito nervosa, mas foi. Falo português todo dia, mas atuar é diferente. Fiquei com receito de falar algo errado”.
“Quero sempre ter um pé aqui nos Estados Unidos e um pé no Brasil. Quero manter a carreira internacional, mas adoraria trabalhar também no meu país. Sempre que eu puder, será ótimo. Espero que esses últimos três trabalhos abram portas”.
Aryè Campos na infância, quando usava o nome de batismo, Ashley Rapini
Acervo pessoal
* o repórter viajou a convite da Universal Orlando Resort
Mais Lidas

You May Also Like

More From Author

+ There are no comments

Add yours